"O amigo de um amigo" não é mais o melhor jeito de encontrar um emprego; entenda

Saber sobre as vagas abertas deixou de ser o
problema; a questão agora tem a ver com conseguir
se destacar diante de uma pilha de currículos.

Pare para pensar em como as pessoas conseguem um novo emprego.

Geralmente, networking é o primeiro item que vem à cabeça. Trata-se do famoso "QI" — quem indica. Mas o que isso realmente significa? Com quem devemos nos relacionar para aumentar as chances de ser indicado a uma vaga melhor? A resposta deixou de ser a mesma de alguns anos atrás. É o que defende Ilana Gershon, professora de antropologia da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, que resolveu estudar o tema.

Ilana é autora do recém-lançado Down and Out in the New Economy: How People Find (or Don’t Find) Work Today (sem edição no Brasil). "Se você for a oficinas sobre procura de emprego — e eu fui a mais de 50 no meu estudo —, vai ouvir que laços fracos são a chave", escreveu Ilana em um artigo para a Harvard Business Review. Os "laços fracos" são aquelas pessoas que você conhece, mas não é tão próximo assim: o professor do seu filho ou o amigo de um amigo que você conheceu em uma festa.

O conselho do "laço fraco" tem origem em um estudo do sociólogo Mark Granovetter no início da década de 70. Ele entrevistou profissionais que haviam trocado de emprego e descobriu que laços fracos ajudavam a descobrir novas vagas. A razão é simples: os "laços fortes" (familiares e amigos próximo) provavelmente sabiam dos mesmos empregos que você.


 

Ilana Gershon se propôs a descobrir se esse ainda era o caso. Afinal, o estudo de Granovetter tinha sido realizado décadas atrás — muito antes da internet. Ela usou como base 380 histórias de sucesso coletadas de 2012 a 2014. Resultado? Os laços fracos não são mais a chave. Das 141 pessoas que disseram que networking contribuiu para a nova posição, apenas 17% relataram um laço fraco como motivo.

Por outro lado, os laços do local de trabalho provaram ser bem mais úteis. Mais de 60% dos entrevistados relataram que alguém com quem haviam trabalhado no passado os ajudou a encontrar o novo emprego. Nem só colegas, mas também ex-chefes e antigos clientes.

 

Existe uma explicação bem clara para isso. Quando Granovetter conduziu seu estudo, o principal desafio em encontrar um novo emprego era saber, para início de conversa, que a vaga existia . Na década de 70, as pessoas descobriam os empregos por anúncios de jornais e do boca a boca. Hoje, essa é a parte fácil: está tudo online. Não só as vagas, mas o "Trabalhe Conosco" nos sites das empresas e ferramentas como o LinkedIn.

O cenário atual levou a um novo problema: muitas pessoas estão se candidatam aos mesmos empregos. A parte difícil agora é se destacar no meio da multidão de currículos. Diante disso, pessoas que conhecem de perto seu trabalho podem interceder ao seu favor de uma maneira relevante. Conclusão: a melhor maneira de aumentar a probabilidade de obter o trabalho que deseja no futuro pode ser tratar seus colegas bem e mostrar um bom trabalho agora mesmo.

 

http://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2017/06/o-amigo-de-um-amigo-nao-e-mais-o-melhor-jeito-de-encontrar-um-emprego-entenda.html

 

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